Revista Científica FESA https://revistafesa.com/index.php/fesa <p>A <strong>Revista Científica FESA</strong> é um periódico multidisciplinar de fluxo contínuo, sendo mensalmente publicada uma edição e concebida pela <strong>Editora FESA – Facility Express Soluções Acadêmicas</strong>, que oferece os mais variados serviços acadêmicos. Seguimos os meses letivos para as publicações das edições a fim de se acompanhar as atividades acadêmicas brasileiras. </p> <p>Seu objetivo é disseminar as comunicações técnicas e as experiências resultantes dos diálogos entre pesquisadores, profissionais, estudantes de graduação e pós-graduação <em>lato sensu</em> e <em>stricto sensu</em> que atuam em diferentes áreas do conhecimento, objetivando promover produções acadêmicas feitas com maestria por inúmeros discentes e docentes.</p> <p>A Revista Científica FESA <strong>cobra taxas de submissão ou publicação (APCs)</strong> para garantir a qualidade e amplo acesso às publicações, licença CC BY.</p> <p> </p> Facility Express Soluções Acadêmicas pt-BR Revista Científica FESA 2676-0428 Educação Antirracista na Primeira Infância https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/768 <p>Este artigo discute a importância da abordagem da diversidade étnico-racial na Educação Infantil, compreendendo a escola como espaço fundamental para a formação de identidades positivas e o enfrentamento do racismo desde a infância. Por meio de uma revisão bibliográfica, analisam-se contribuições de autores como Nilma Lino Gomes, Kabengele Munanga e Petronilha Beatriz Gonçalves, que ressaltam a necessidade de práticas pedagógicas antirracistas. A fundamentação teórica é complementada pela análise da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece direitos de aprendizagem voltados ao respeito e à alteridade. O estudo evidencia que, apesar dos avanços trazidos pela Lei nº 10.639/2003, ainda há desafios na efetiva inserção da temática no cotidiano das instituições, como a insegurança docente e a carência de materiais adequados. Conclui-se que o reconhecimento e a valorização da cultura afro-brasileira e indígena devem estar presentes de forma contínua nas rotinas escolares, promovendo respeito, autoestima e pertencimento desde os primeiros anos de vida.</p> Ozeneia dos Santos Teixeira Orlean Rodrigues dos Santos Copyright (c) 2026 Revista Científica FESA 2026-03-03 2026-03-03 3 36 2 17 10.56069/2676-0428.2026.768 Entre a restrição e a mediação pedagógica https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/771 <p>A promulgação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, recolocou no centro do debate educacional brasileiro a presença dos aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, sobretudo os telefones celulares, no cotidiano da educação básica. A discussão, contudo, não se esgota na oposição entre proibir e permitir, pois envolve saúde mental, atenção, convivência escolar, cultura digital e intencionalidade pedagógica. Diante desse quadro, o presente artigo tem como objetivo geral analisar de que modo a Lei nº 15.100/2025 reconfigura o uso de dispositivos móveis na educação básica e quais tensões produz entre proteção integral, letramentos digitais e mediação docente. A relevância do estudo decorre da necessidade de examinar a norma para além de leituras simplificadoras, considerando tanto o crescimento do uso de telas quanto a exigência contemporânea de formar estudantes capazes de participar criticamente de práticas digitais. A pergunta de pesquisa que orienta o trabalho pode ser formulada nos seguintes termos: em que medida a Lei nº 15.100/2025 contribui para reorganizar o espaço escolar sem inviabilizar o trabalho pedagógico com tecnologias digitais? Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico, organizada como revisão narrativa, com análise de legislação, documentos oficiais, estudos científicos, obras sobre cultura e letramentos digitais e textos jornalísticos de circulação nacional. Os resultados indicam que a lei introduz um marco regulatório protetivo e responde a preocupações legítimas com dispersão, uso recreativo contínuo e impactos socioemocionais; entretanto, a literatura também evidencia que medidas restritivas, quando isoladas, não bastam para produzir melhoria ampla no bem-estar ou na aprendizagem. Conclui-se que a efetividade da lei depende de regulamentação contextualizada, formação docente, critérios institucionais claros e integração do uso pedagógico dos dispositivos a projetos de educação digital, ética e crítica.</p> <p>&nbsp;</p> Rosana das Graças de Souza Copyright (c) 2026 Revista Científica FESA 2026-03-19 2026-03-19 3 36 18 35 10.56069/2676-0428.2026.771 Interdisciplinaridade e tecnologias digitais para uma escola inclusiva https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/772 <p>A discussão sobre interdisciplinaridade e tecnologias digitais ganhou centralidade no debate educacional contemporâneo porque a ampliação do acesso a dispositivos, plataformas e recursos assistivos não eliminou, por si, as barreiras pedagógicas que restringem a participação de muitos estudantes. Em sistemas públicos marcados por desigualdades de infraestrutura, formação e planejamento, a construção de uma escola inclusiva exige integrar currículo, mediação docente e cultura digital em perspectiva colaborativa. Nesse quadro, o presente artigo tem como objetivo geral analisar de que modo a articulação entre interdisciplinaridade e tecnologias digitais pode favorecer práticas pedagógicas comprometidas com a inclusão escolar. A relevância do estudo decorre da necessidade de deslocar abordagens tecnicistas, que tratam a tecnologia como solução autônoma, para uma leitura pedagógica que considere acessibilidade, planejamento coletivo e equidade. A pergunta que orienta a investigação formula-se nos seguintes termos: como as tecnologias digitais, quando ancoradas em práticas interdisciplinares, podem contribuir para uma escola inclusiva? Metodologicamente, desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica, organizada por meio de revisão narrativa com procedimentos de seleção, leitura analítica, fichamento e síntese interpretativa do corpus. Os resultados indicam que a inclusão se fortalece quando as tecnologias digitais são incorporadas ao currículo por meio de planejamento colaborativo, metodologias ativas, recursos de tecnologia assistiva, flexibilização didática e formação continuada. Conclui-se que a escola inclusiva digital depende menos da simples presença de equipamentos e mais da constituição de ecossistemas pedagógicos em que diferentes áreas do conhecimento, políticas institucionais e práticas docentes convergem para ampliar acesso, participação e aprendizagem.</p> <p> </p> Gilberto Fernandes Lima Copyright (c) 2026 Revista Científica FESA 2026-03-19 2026-03-19 3 36 36 55 10.56069/2676-0428.2026.772 Salas de recursos multifuncionais e Atendimento Educacional Especializado na escola comum https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/773 <p>O debate sobre o Atendimento Educacional Especializado nas salas de recursos multifuncionais ganhou centralidade na política educacional brasileira à medida que a educação inclusiva deixou de se orientar por uma lógica de segregação e passou a se vincular ao direito à escolarização na classe comum. Nesse cenário, o AEE passou a ser definido como serviço complementar e suplementar, voltado à eliminação de barreiras e ao fortalecimento das condições de participação e aprendizagem dos estudantes público-alvo da educação especial. Todavia, a consolidação normativa do serviço não eliminou tensões relativas à sua organização, à formação docente, à articulação com o currículo comum e ao risco de a sala de recursos assumir funções substitutivas. O artigo tem como objetivo geral analisar criticamente o uso das salas de recursos AEE na escola comum, examinando suas bases históricas e legais, seus impasses no cotidiano institucional e suas possibilidades pedagógicas. Justifica-se a investigação porque a ampliação dessas salas, embora relevante, nem sempre produziu práticas coerentes com o princípio da inclusão escolar. A pergunta que orienta o estudo pode ser assim formulada: em que medida o uso das salas de recursos AEE tem contribuído para a inclusão, a participação e a aprendizagem dos estudantes, e em que circunstâncias tem reiterado formas sutis de apartação pedagógica? Metodologicamente, desenvolve-se pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico, organizada como revisão narrativa da literatura. Os resultados indicam que o AEE alcança maior consistência quando se articula ao projeto pedagógico da escola, ao planejamento colaborativo e à mediação docente, ao passo que perde potência quando se converte em espaço paralelo, padronizado ou centrado apenas em encaminhamentos técnicos. Conclui-se que a crítica ao uso das salas de recursos não implica sua recusa, mas a defesa de uma reorganização que subordine o serviço ao direito de aprender na escola comum.</p> Aline Muniz dos Santos Soares Copyright (c) 2026 Revista Científica FESA 2026-03-20 2026-03-20 3 36 56 73 10.56069/2676-0428.2026.773 Linguagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/774 <p>A discussão sobre o ensino de Língua Portuguesa nos anos iniciais do Ensino Fundamental insere-se em um campo atravessado por exigências curriculares, desafios pedagógicos e desigualdades materiais que interferem diretamente na alfabetização e no letramento. Nesse cenário, a linguagem comparece como mediação decisiva para a inserção da criança nas práticas sociais de leitura e escrita, enquanto a atuação docente, as condições objetivas de trabalho e os marcos curriculares passam a delimitar a qualidade do processo formativo. O presente artigo tem como objetivo geral analisar de que modo a centralidade da linguagem, a formação do professor e o ambiente escolar condicionam o ensino e a aprendizagem de Língua Portuguesa nos anos iniciais, à luz das diretrizes da Base Nacional Comum Curricular. A justificativa ancora-se na necessidade de compreender o ensino da leitura e da escrita para além de abordagens reducionistas, reconhecendo a alfabetização como processo pedagógico, cognitivo, social e cultural. Como pergunta de pesquisa, indaga-se: em que medida a articulação entre formação docente, condições escolares e orientações da BNCC favorece ou limita práticas significativas de alfabetização e ensino de Língua Portuguesa nos anos iniciais? Metodologicamente, desenvolve-se uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, construída a partir de autores mobilizados no capítulo de referência, entre os quais se destacam Soares, Tardif, Nóvoa, Forneiro, Cosenza e Guerra, Piovezan, Amaral et al. e documentos da BNCC. Os resultados indicam que a aprendizagem da língua escrita demanda mediação intencional, continuidade pedagógica, avaliação formativa e ambientes escolares que sustentem a prática docente. Conclui-se que a efetividade do ensino de Língua Portuguesa depende de uma articulação consistente entre currículo, formação e condições institucionais, sob pena de a alfabetização converter-se em meta normativa sem sustentação didática concreta.</p> Marinete Furtado Carvalho da Silva Copyright (c) 2026 Revista Científica FESA 2026-03-26 2026-03-26 3 36 74 93 10.56069/2676-0428.2026.774 Livro didático de língua espanhola na EJA https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/775 <p>O ensino de língua espanhola na Educação de Jovens e Adultos (EJA) exige observar, de modo articulado, três dimensões: as especificidades históricas e pedagógicas da modalidade, a instabilidade das políticas de oferta do espanhol na educação básica brasileira e a qualidade dos materiais didáticos mobilizados em sala de aula. Nesse horizonte, o presente artigo tem como objetivo analisar, em recorte teórico, de que maneira a adequação do livro didático interfere na mediação pedagógica e nas possibilidades de aprendizagem da língua espanhola na EJA. A justificativa reside no fato de que, embora o livro didático permaneça como mediador recorrente do trabalho docente, grande parte dos materiais disponíveis foi concebida para o ensino regular, o que tende a produzir desajustes quando transposta para turmas compostas por sujeitos com trajetórias escolares interrompidas, experiências de trabalho, repertórios culturais heterogêneos e expectativas formativas específicas. A pergunta que orienta o estudo pode ser formulada nos seguintes termos: quais critérios teóricos permitem compreender a adequação — ou a inadequação — do livro didático de espanhol às demandas formativas da EJA? Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e caráter descritivo-analítico, organizada a partir de produções sobre EJA, ensino de espanhol, políticas curriculares e material didático. Os resultados da revisão indicam que a adequação do livro didático não depende apenas da correção linguística ou da organização formal dos conteúdos, mas de sua capacidade de dialogar com os tempos, os letramentos e os projetos de vida dos estudantes jovens, adultos e idosos. Conclui-se que o livro didático pode contribuir de modo expressivo para o ensino de espanhol na EJA quando articulado a práticas de mediação docente, contextualização sociocultural, valorização da experiência discente e leitura crítica das políticas curriculares.</p> Maria do Socorro Leite Ferreira Copyright (c) 2026 Revista Científica FESA 2026-03-26 2026-03-26 3 36 94 112 10.56069/2676-0428.2026.775