Revista Científica FESA
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<p>A <strong>Revista Científica FESA</strong> é um periódico multidisciplinar de fluxo contínuo, sendo mensalmente publicada uma edição e concebida pela <strong>Editora FESA – Facility Express Soluções Acadêmicas</strong>, que oferece os mais variados serviços acadêmicos. Seguimos os meses letivos para as publicações das edições a fim se acompanhar as atividades acadêmicas brasileiras. </p> <p>Seu objetivo é disseminar as comunicações técnicas e as experiências resultantes dos diálogos entre pesquisadores, profissionais, estudantes de graduação e pós-graduação <em>lato sensu</em> e <em>stricto sensu</em> que atuam em diferentes áreas do conhecimento, objetivando promover produções acadêmicas feitas com maestria por inúmeros discentes e docentes.</p> <p>A Revista Científica FESA <strong>cobra taxas de submissão ou publicação (APCs)</strong> para garantir a qualidade e amplo acesso às publicações. </p> <p> </p>Facility Express Soluções Acadêmicaspt-BRRevista Científica FESA2676-0428Planilhas Dinâmicas e Interdisciplinaridade
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<p>A ampliação do acesso às tecnologias digitais na escola comum tensiona o currículo e a exigência de práticas inclusivas, quando se reconhece que dados e linguagens numéricas atravessam diferentes áreas e podem ampliar a participação discente. Nesse cenário, o artigo examina o potencial das planilhas dinâmicas como mediação interdisciplinar, em diálogo com estudos sobre objetos de aprendizagem, lousas digitais e programação introdutória (Balbino, 2019; Balbino; Kalinke, 2016; Balbino; Nesi; Kalinke, 2018) e com a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018). O objetivo geral consiste em discutir como o trabalho com planilhas dinâmicas pode favorecer aprendizagens e reduzir barreiras à participação, quando integrado a projetos interdisciplinares. Justifica-se o recorte porque a cultura de dados organiza decisões institucionais, exigindo letramentos digitais sem produzir exclusões por linguagem, ritmo ou acesso. Pergunta-se: de que modo tecnologias digitais, interdisciplinaridade e planilhas dinâmicas podem ser articuladas, no cotidiano escolar, para apoiar inclusão e aprendizagem? Metodologicamente, desenvolve-se pesquisa qualitativa, bibliográfica, com revisão narrativa orientada por critérios de seleção, análise temática e síntese argumentativa (Almeida, 2017; Ferenhof; Fernandes, 2016; Casarin et al., 2020). Os achados indicam que a potência das planilhas dinâmicas decorre da reorganização de dados e da produção de múltiplas representações, favorecendo diferenciação pedagógica, autoria discente e diálogo entre áreas, desde que acompanhadas por mediação docente, acessibilidade e critérios de qualidade de recursos (Kenski, 2012; Koohang; Harman, 2007). Conclui-se que a contribuição inclusiva não reside no artefato em si, mas no desenho didático que explicita escolhas de tratamento de dados, promove colaboração e garante suportes de acesso.</p>Gilberto Fernandes Lima
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2026-02-032026-02-0333522210.56069/2676-0428.2026.758Da Observação à Intervenção
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<p>No contexto da Educação Infantil, a qualidade das experiências oferecidas às crianças depende de um planejamento que parte da observação do cotidiano e se converte em intervenções intencionais, sensíveis às culturas infantis e aos direitos de aprendizagem. O artigo objetiva analisar, em perspectiva teórico-bibliográfica, como a observação, o registro e a interpretação das ações das crianças sustentam decisões docentes de planejamento, articulando tempo, espaço, materiais e propostas de brincar e aprender. A justificativa ancora-se na necessidade de superar rotinas prescritivas e fragmentadas, favorecendo um planejamento que responda ao que as crianças fazem e negociam nas interações, conforme orientações curriculares nacionais e aportes da didática da pré-escola (Aroeira et al., 1996; Brasil, 1998). Pergunta-se: de que modo a passagem da observação à intervenção pode operacionalizar um planejamento docente mais reflexivo e coerente com a intencionalidade pedagógica? Adota-se metodologia qualitativa, de natureza bibliográfica, organizada como revisão narrativa, com leitura analítica e síntese temática de obras sobre planejamento, projetos, brincadeira e mediação (Barbosa e Horn, 2008; Kishimoto, 2002; Vasconcellos, 2000). Os resultados indicam que (i) a observação ganha potência quando se combina a registros descritivos e a documentação pedagógica; (ii) o planejamento se fortalece quando formula hipóteses sobre o desenvolvimento e prevê intervenções abertas à imprevisibilidade do brincar (Vigotsky, 1998; Ostetto, 2010); e (iii) a avaliação formativa, integrada ao planejamento, reorganiza a prática sem reduzir a infância a métricas. Conclui-se que o planejamento docente, quando orientado por observação interpretativa e por projetos, amplia a responsividade pedagógica e sustenta ações formativas e culturalmente situadas.</p>Nadir Azevêdo de Jesus Santos
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2026-02-032026-02-03335234010.56069/2676-0428.2026.757Formação Continuada de Professores e Educação Inclusiva
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<p>A educação inclusiva constitui-se como um princípio fundamental do direito à educação, orientando políticas públicas e práticas pedagógicas voltadas à garantia de acesso, permanência e aprendizagem de todos os estudantes, especialmente daqueles que apresentam necessidades educacionais específicas. Nesse contexto, a formação continuada de professores emerge como elemento central para a consolidação de práticas inclusivas, uma vez que possibilita o desenvolvimento de saberes, atitudes e estratégias pedagógicas sensíveis à diversidade. O presente artigo tem como objetivo analisar a importância da formação continuada de professores para a efetivação da educação inclusiva, a partir de uma pesquisa realizada na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental 24 de Junho, localizada no município de Lindoeste, distrito de São Félix do Xingu, no estado do Pará. Trata-se de um estudo de abordagem qualiquantitativa, desenvolvido por meio da aplicação de questionário a docentes da instituição. Os resultados evidenciam que, embora os professores reconheçam a relevância da formação continuada, há fragilidades significativas na oferta de capacitações, além de desafios estruturais e institucionais que impactam diretamente a prática pedagógica. Conclui-se que a efetivação da educação inclusiva requer investimentos contínuos em políticas públicas de formação docente, articuladas às realidades locais e às necessidades concretas dos profissionais da educação.</p>Patrícia Rodrigues Santos
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2026-02-102026-02-10335415410.56069/2676-0428.2026.761Neurociência e Educação Infantil
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<p>Este artigo apresenta uma revisão bibliográfica sobre as contribuições da neurociência e do neurodesenvolvimento para a Educação Infantil. Discute como o conhecimento sobre o funcionamento do cérebro pode auxiliar o educador na compreensão dos processos de aprendizagem e na construção de práticas pedagógicas mais sensíveis e eficazes. Fundamentado em autores como Vygotsky, Gardner, Damásio e Carla Tieppo, o estudo ressalta que a neurociência deve dialogar com a pedagogia, sem reducionismos, valorizando o papel das emoções, da afetividade e das interações sociais no desenvolvimento infantil. Conclui-se que conhecer os princípios do neurodesenvolvimento ajuda o professor a planejar experiências significativas e humanizadas, respeitando o ritmo e as potencialidades de cada criança.</p> <p> </p>Ozeneia dos Santos Teixeira
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2026-02-102026-02-10335557010.56069/2676-0428.2026.762Desafios e Possibilidades da Atuação do Coordenador Pedagógico no Cotidiano Escolar
https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/763
<p>Este estudo tem como foco a atuação do coordenador pedagógico no contexto escolar, destacando sua relevância para o fortalecimento das práticas educativas e para a melhoria da qualidade do ensino. A pesquisa propõe-se a analisar a função desempenhada por esse profissional no acompanhamento e na promoção da formação continuada dos professores, bem como a refletir sobre a importância das relações estabelecidas entre coordenação pedagógica e corpo docente no cotidiano da escola. Além disso, busca-se discutir os principais desafios, limites e possibilidades que permeiam o exercício dessa função. A relevância deste estudo justifica-se pela complexidade das atribuições assumidas pelo coordenador pedagógico, cuja atuação envolve não apenas o acompanhamento do trabalho docente, mas também a interlocução com alunos e famílias, visando à construção de um ambiente escolar mais organizado, reflexivo e comprometido com o desenvolvimento coletivo. Nesse sentido, o coordenador pedagógico exerce um papel estratégico ao planejar, orientar e acompanhar as ações pedagógicas, observando a prática em sala de aula e promovendo espaços de reflexão que possibilitam ao professor repensar suas metodologias e aprimorar sua atuação profissional. Dessa forma, compreende-se que o coordenador pedagógico contribui de maneira significativa para a qualificação do atendimento educacional, atuando como mediador, formador e articulador das práticas pedagógicas, com vistas à transformação do cotidiano escolar e ao fortalecimento do processo de ensino-aprendizagem.</p> Eutiane Silva da SilvaIara Mikaela Santos da SilvaWiliciane Raquel Campos Canedo de Oliveira
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2026-02-132026-02-13335718510.56069/2676-0428.2026.763Educação financeira na Geografia do Ensino Médio
https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/764
<p>A intensificação do consumo, o endividamento juvenil e a circulação de informações econômicas nas redes digitais recolocam a educação financeira como dimensão de cidadania, com impactos espaciais visíveis no bairro, na cidade e nas redes globais. O artigo objetiva analisar como a Geografia, no Ensino Médio brasileiro, pode operacionalizar a educação financeira como tema transversal, articulando território, redes, escalas e desigualdades a situações-problema ligadas a orçamento, crédito e consumo. A proposta se justifica pela presença da educação financeira nas agendas públicas e pela necessidade de mediação docente para converter informação em conhecimento, evitando abordagens prescritivas. Pergunta-se: de que modo a educação financeira, integrada à Geografia, favorece leitura crítica do espaço e tomada de decisão no cotidiano de estudantes do Ensino Médio? Metodologicamente, realiza-se pesquisa qualitativa bibliográfica, com revisão narrativa orientada por etapas de busca, seleção, síntese e fichamento, tomando como corpus estudos sobre transversalidade (Pereira; Sá; Sá Júnior, 2024), tecnologia digital em experiências didáticas (Junior Matte; Santos; Maurell, 2022), conceituações para o Ensino Médio (Muniz Junior, 2010) e sequências didáticas interdisciplinares (Batista, 2023), além de literatura sobre didática e políticas (Pozo, 2004; Morán, 2015; Brasil, 2010; Brasil, 2020). Os resultados sintetizados indicam que a transversalidade se fortalece quando problemas financeiros são espacializados, analisados em diferentes escalas e discutidos com dados locais, e que tecnologias digitais ampliam simulações e projetos, desde que acompanhadas por critérios didáticos. Conclui-se que a Geografia oferece repertório potente para letramento financeiro crítico ao explicitar relações entre consumo, trabalho, finanças e produção do espaço, com implicações para planejamento de aulas e avaliação formativa.</p>Lucineia Deina Thies
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2026-02-212026-02-213358610510.56069/2676-0428.2026.764