A LINGUISTÍSCA INDÍGENA BRASILEIRA E SUAS NUANCES

Autores

  • Leonardo Sampaio Baleeiro Santana
  • Elizângela Fernandes Pereira Evangelista
  • Andreia Firmino de Sousa Brito
  • Aragoneide Martins Barros
  • Ludmila Franco

DOI:

https://doi.org/10.56069/2676-0428.2022.141

Palavras-chave:

Brasileiros, Portugueses, Linguística.

Resumo

O contato entre portugueses e índios brasileiros começou no início do século XVI. Lembremos que o Brasil foi descoberto pelos portugueses em 1500 e que o povoamento dos colonos portugueses começou em 1530. Naquela época, grande parte da costa brasileira era ocupada pelos índios Tupinambás, cuja cultura e língua apresentavam apenas pequenas variações, apesar da grande extensão de seu território. Provavelmente, esta extensão sem diferenciação se deve a um movimento expansionista muito recente, ainda em curso e que pode ser observado no início do século XVI pelos portugueses. O estudo da possível influência fonológica e gramatical da linguística no português brasileiro deve ser feito não apenas com base no bom conhecimento da língua ou línguas indígenas envolvidas, mas também levando em consideração os dialetos particulares do português brasileiro, onde o investigado fato realmente ocorre. Até o momento, carecemos de estudos que conjuguem o conhecimento das línguas indígenas e dos dialetos do português brasileiro. Para tanto, o objetivo deste artigo é demonstrar a riqueza da culturalização indígena e suas diversas ramificações. Sabendo que desde a situações geopolíticas, distribuição e a diminuição da diversidade indígena (NASCIMENTO, 2012), são características que necessitam atenção por parte de todos para que a forma do expressar, o léxico e as raízes continuem fazendo parte do solo onde eles são os legítimos proprietários.

Biografia do Autor

Leonardo Sampaio Baleeiro Santana

Membro do Grupo Interdisciplinar para Pesquisas e Estudos em Educação Intergeracional e Altas Habilidades (GIPEEIHA). Lattes: http://lattes.cnpq.br/4525212051642722

Elizângela Fernandes Pereira Evangelista

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Tocantins (PPGE/UFT) Lattes: http://lattes.cnpq.br/9640770119317447 

Andreia Firmino de Sousa Brito

Graduada em Letras pela Universidade Estadual do Tocantins Lattes: http://lattes.cnpq.br/2315004348786247 

Aragoneide Martins Barros

Membro do Grupo Interdisciplinar para Pesquisas e Estudos em Educação Intergeracional e Altas Habilidades. Lattes:http://lattes.cnpq.br/0969821137252711

Ludmila Franco

Membro do Grupo Interdisciplinar para Pesquisas e Estudos em Educação Intergeracional e Altas Habilidades. Lattes: http://lattes.cnpq.br/7380277470603297

Referências

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Publicado

2022-05-24

Como Citar

SANTANA, L. S. B.; EVANGELISTA, E. F. P.; BRITO, A. F. de S.; BARROS, A. M.; FRANCO, L. A LINGUISTÍSCA INDÍGENA BRASILEIRA E SUAS NUANCES. Revista Científica FESA, [S. l.], v. 1, n. 14, p. 63–77, 2022. DOI: 10.56069/2676-0428.2022.141. Disponível em: https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/141. Acesso em: 3 abr. 2025.