Formação em Valores Éticos e Morais nas Escolas
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.765Palavras-chave:
Bullying e Ciberbullying, Valores Éticos e Morais, Práticas Pedagógicas.Resumo
Recentemente, ocorreram casos em que a liberdade religiosa pessoal foi sutilmente negada pelo Estado laico, gerando manifestações contrárias da imprensa no mundo inteiro. No Estado do Texas, propôs-se retirar o texto dos Dez Mandamentos afixado na parede de certos edifícios públicos; no Brasil, houve postulação judicial para que se retirassem símbolos religiosos das repartições públicas. A pergunta que se impõe diante de tais ocorrências e posturas são se elas são ou não necessárias para que se mantenha um Estado laico, ou se deveriam ser evitadas por um Estado pelo fato de ele ser laico. O sujeito atual está a todo o momento recebendo influências das tecnologias da informação. E em meio a tantas inovações tecnológicas surgem as facilidades de se comunicar e relacionar com diversas culturas o que implica, entre outros pontos, o respeito e o reconhecimento das diferentes formas de religiosidades, tradições e movimentos religiosos. Visto que a sociedade se encontra também num processo conturbado de mudanças na forma de pensar e conduzir uma vida organizada, pautada em valores morais, este sujeito está aberto às facilidades que as novas tecnologias lhe oferecem, visto que incorpora a capacidade de transformação das sociedades. É importante que as escolas desenvolvam práticas pedagógicas que exercitem a sensibilidade diante de qualquer discriminação seja religiosa e de gênero a partir da exploração da mídia na polêmica causada pelas escolas de samba do Rio e São Paulo ao tratarem da religiosidade e ideologia de gênero nos desfiles do Carnaval.
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