As Tecnologias Educacionais como Instrumento de Aprendizagem na Educação de Jovens e Adultos
Um Estudo no Município de Feira Grande – Alagoas
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2025.831Palavras-chave:
Educação de Jovens e Adultos, Tecnologias Educacionais, Aprendizagem, Inclusão Digital, Políticas Públicas.Resumo
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) constitui uma modalidade da educação básica destinada à garantia do direito à escolarização daqueles que não tiveram acesso ou permanência na escola na idade considerada adequada. Diante das transformações sociais e do avanço das tecnologias digitais, torna-se indispensável refletir sobre o papel das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) como instrumentos capazes de favorecer a aprendizagem, a inclusão digital e a formação cidadã dos estudantes da EJA. O presente artigo tem como objetivo analisar a contribuição das tecnologias educacionais para o desenvolvimento da aprendizagem na Educação de Jovens e Adultos no município de Feira Grande, estado de Alagoas. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e pesquisa de campo, realizada com estudantes da modalidade e com a coordenação municipal da EJA. A fundamentação teórica apoia-se, entre outros autores, em Freire (1996; 2006), Saviani (2003), Mercado (2004), Cavalcante (2007), Gil (2008) e Lankshear e Knobel (2008). Os resultados demonstram que as tecnologias educacionais representam importante recurso pedagógico para ampliar as possibilidades de aprendizagem, fortalecer a autonomia discente e favorecer a inclusão social e profissional. Contudo, evidenciam também limitações relacionadas à infraestrutura tecnológica, à formação docente e à insuficiente articulação das políticas públicas educacionais em âmbito municipal. Conclui-se que a utilização planejada das tecnologias, integrada às práticas pedagógicas, potencializa o processo educativo da EJA e contribui para a formação crítica e cidadã dos educandos.
Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006.
GADOTTI, Moacir; ROMÃO, José Eustáquio (org.). Educação de jovens e adultos: teoria, prática e proposta. São Paulo: Cortez, 2006.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: educação 2024. Rio de Janeiro: IBGE, 2025.
LANKSHEAR, Colin; KNOBEL, Michele (ed.). Digital literacies: concepts, policies and practices. New York: Peter Lang, 2008.
MERCADO, Luís Paulo Leopoldo (org.). Tendências na utilização das tecnologias da informação e comunicação na educação. Maceió: EDUFAL, 2004.
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 36. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.