Entre Práticas Ativas e Sistematização Curricular
Percepções Docentes em uma Escola Pública Amazônica
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.854Palavras-chave:
Metodologias Ativas, Anos Iniciais, Prática Docente, Formação Docente, Escola Pública.Resumo
Este artigo analisa como profissionais vinculados aos anos iniciais do Ensino Fundamental compreendem e desenvolvem metodologias ativas, considerando as práticas relatadas, as condições de implementação e as contribuições percebidas para a participação, a motivação e a aprendizagem dos estudantes. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com delineamento de estudo de caso, realizada em uma escola pública de São Félix do Xingu, Pará. Participaram cinco profissionais vinculados ao contexto investigado, que responderam a um questionário on-line, elaborado no Google Forms e composto por questões fechadas e abertas. As respostas fechadas foram organizadas por frequências absolutas e percentuais, com finalidade descritiva e contextual, enquanto as respostas abertas foram submetidas à análise temática de conteúdo. Os resultados indicam a presença de rodas de conversa, jogos pedagógicos, leitura mediada, atividades colaborativas, pesquisas, projetos, produção de materiais e uso de tecnologias. Contudo, foram identificadas diferenças entre as práticas relatadas e sua nomeação conceitual, além de articulação ainda parcial com o currículo e o planejamento. Formação superficial, insegurança docente, tempo reduzido, turmas numerosas e limitações materiais e tecnológicas constituem os principais desafios. Os participantes percebem contribuições para a participação oral, o interesse, a colaboração, a autonomia, a criatividade e a compreensão dos conteúdos. Conclui-se que a consolidação das metodologias ativas depende de intencionalidade pedagógica, mediação docente, formação continuada, planejamento coletivo e apoio institucional.
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