Caminhos da História das Mulheres:
Entre fatores políticos, sociológicos e historiográficos
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.867Palavras-chave:
História das Mulheres, História da Historiografia, BrasilResumo
O presente artigo analisa a emergência e a consolidação da História das Mulheres na historiografia brasileira entre as décadas de 1970 e 1990. A partir da articulação entre fatores políticos (relacionados à segunda onda do feminismo e à resistência à Ditadura Civil-Militar), sociológicos (a expansão da presença feminina nas universidades) e científico-historiográficos (novas perspectivas que surgiam na escrita da história) (Perrot, 2019; Scott, 2011), o estudo examina a transição das abordagens essencialistas para investigações focadas na agência feminina e no cotidiano. Destacam-se as obras Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX (Dias, 1984) e Do cabaré ao lar: A Utopia da Cidade Disciplinar (Rago, 1985) e a recepção da categoria de gênero (Scott, 1995) nos anos 1990, que mobilizou novos debates teóricos e conceituais para o campo da História das Mulheres. Por fim, o texto sublinha a relevância do campo para a memória dos feitos das mulheres, bem como instrumento de reafirmação dos direitos das mulheres no cenário contemporâneo.
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