Jogar Para Ler
Uso de Jogos Híbridos para a Alfabetização
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2025.711Palavras-chave:
Jogos Híbridos, Alfabetização, Letramento Multimodal.Resumo
O artigo discute a emergência dos jogos híbridos, combinações de dinâmicas analógicas e ambientes digitais, como dispositivos de mediação para alfabetização nos Anos Iniciais, em contexto de expansão do letramento multimodal e de ecossistemas escolares marcados por conectividade intermitente. Define-se como objetivo geral analisar em que medida tais jogos favorecem consciência fonológica, decodificação, fluência e produção de textos curtos, quando articulados a práticas de linguagem e à mediação docente. A justificativa ancora-se na necessidade de estratégias que conciliem engajamento lúdico, acessibilidade (DUA) e avaliação formativa, ao mesmo tempo em que consideram ética algorítmica e privacidade. A metodologia adota revisão bibliográfica qualitativa, com seleção de estudos nacionais e internacionais dos últimos dez anos, análise temática de achados e triangulação conceitual entre letramento, gamificação e inclusão. Os resultados sintetizam evidências de ganhos em motivação para leitura, avanço em repertórios fonográficos e maior permanência nas tarefas, sobretudo quando o design didático explicita objetivos, critérios de sucesso e feedbacks graduados; também se registram condições necessárias: formação docente, curadoria de recursos, alinhamento à BNCC e protocolos de proteção de dados. Conclui-se que jogos híbridos potencializam trajetórias de alfabetização quando organizados em sequências didáticas com desafios progressivos, acompanhamento individualizado e instrumentos de avaliação contínua; propõe-se, como desdobramento, investigação aplicada em redes públicas, com estudos de caso e métricas de aprendizagem comparadas.
Referências
ALAIN. Propos sur l’éducation. Paris: Gallimard, 1986.
BECKER, Katrin. Choosing and Using Digital Games in the Classroom. Cham: Springer, 2017.
BOLLER, Sharon; KAPP, Karl. Play to Learn. Alexandria: ATD Press, 2017.
BOMTEMPO, Edda. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez, 2007.
BRASIL. Ministério da Educação. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Brasília, 2012.
CAILLOIS, Roger. Les jeux et les hommes. Paris: Gallimard, 1958
CAMPAGNE, Jacques. O jogo e a educação. Lisboa: Livros Horizonte, 1989.
CHATEAU, Jean. O jogo e a criança. São Paulo: Summus, 1979.
FROEMBERG, Walter. Ludicidade e desenvolvimento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.
GEE, James Paul. What Video Games Have to Teach Us about Learning and Literacy. Cambridge: MIT Press, 2003.
GEE, James Paul; HAYES, Elisabeth. Language and Learning in the Digital Age. New York: Routledge, 2011.
HUIZINGA, Johan. Homo Ludens. São Paulo: Perspectiva, 1951.
IDE, Maria Regina. Brincar e aprender. São Paulo: Moderna, 2007.
KISHIMOTO, Tizuko M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1996.
KISHIMOTO, Tizuko M. O brincar e suas teorias. 5. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2007.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 2 ed. São Paulo, Cortez, 1996.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O brincar e suas teorias. 5 ed. São Paulo, Pioneira Thomson Learning, 2007.
MIALARET, Gaston; VIAL, Jacques. Dicionário de ciências da educação. Lisboa, Livros Horizonte, 1981.
MOURA, Maria O. de. Brincadeira e cultura infantil. Campinas: Autores Associados, 2007.
MURCIA, Juan Manuel. Psicomotricidade e desenvolvimento infantil. Porto Alegre: Artmed, 2005.
OLIVEIRA, Marta K. de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento. São Paulo: Scipione, 1995
SALEN, Katie; ZIMMERMAN, Eric. Rules of Play. Cambridge: MIT Press, 2004.
SELWYN, Neil. Education and Technology. London: Bloomsbury, 2016.
VIAL, Jacques. O jogo na educação. Lisboa, Livros Horizonte, 1981.
VITAL, Maria C. Ludicidade e educação infantil. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1981.