Inclusão e Ensino de Matemática para Alunos com Deficiência Visual
Revisão Sistemática da Literatura
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.789Resumo
Este estudo realiza uma revisão sistemática da literatura sobre a inclusão e o ensino de Matemática para alunos com deficiência visual, com o propósito de mapear evidências empíricas que tratem das estratégias, desafios e resultados relativos a essa interseção entre educação inclusiva e matemática. O objetivo geral consiste em sintetizar investigações nacionais e internacionais que abordem como estudantes com deficiência visual se envolvem com o ensino da Matemática em contextos de sala de aula inclusiva, identificando práticas pedagógicas efetivas, barreiras de acesso e lacunas na formação docente. Especificamente buscam-se: (1) identificar os instrumentos, recursos e metodologias utilizados para o ensino de Matemática a alunos com deficiência visual; (2) analisar os impactos dessas práticas sobre a aprendizagem matemática, incluindo raciocínio, representação e resolução de problemas; (3) investigar os fatores contextuais (como acessibilidade, tecnologias assistivas, formação de professores e adaptações curriculares) que mediam ou moderam essa aprendizagem; e (4) apontar direções futuras para pesquisa e intervenção pedagógica no campo da matemática inclusiva. A metodologia adotou os procedimentos de revisão sistemática, com busca em bases de dados acadêmicas entre 2018 e 2024, definição de critérios de inclusão e exclusão, e análise qualitativa temática dos dados extraídos. Os principais resultados indicam que a inclusão efetiva no ensino da Matemática exige recursos adaptados (como materiais táteis e softwares acessíveis), formação especializada dos professores e cultura escolar voltada à equidade, porém os estudos ainda são escassos, há forte predominância de estudos descritivos e há lacunas quanto ao impacto longitudinal e à verificação de aprendizagens matemáticas profundas. Como conclusão, o estudo argumenta que o ensino de Matemática para alunos com deficiência visual se configura como uma zona estratégica da educação inclusiva, exigindo articulação entre tecnologia assistiva, acessibilidade curricular e práticas didáticas intencionais. Recomenda-se que políticas educacionais priorizem a capacitação docente e a pesquisa focada em resultados em aprendizagem, além da diversificação de contextos e do envolvimento de estudantes com deficiência visual em co-pesquisas.
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