Vozes docentes sobre Neurociência e inclusão
Sentidos, práticas e demandas formativas na Educação Básica
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.817Palavras-chave:
Neurociência, Aprendizagem, Educação Inclusiva, Práticas Pedagógicas, Formação Docente.Resumo
Este artigo analisa os dados qualitativos de uma pesquisa de doutorado que investigou as percepções de professores da Educação Básica de Porto Seguro-BA sobre a relação entre Neurociência, aprendizagem e práticas pedagógicas inclusivas. O estudo deriva de uma investigação qualiquantitativa, de natureza descritiva, não experimental, transversal e de campo, desenvolvida com 250 professores participantes da rede municipal de ensino. Neste recorte, foram consideradas apenas as respostas abertas do questionário, com atenção aos sentidos atribuídos pelos docentes à Neurociência aplicada à aprendizagem escolar, às contribuições dos processos neurocognitivos para a prática docente, às estratégias utilizadas no atendimento à diversidade e às mudanças necessárias para aproximar conhecimentos neurocientíficos das práticas inclusivas. A análise dos relatos foi organizada em categorias temáticas, permitindo evidenciar que os participantes reconhecem a Neurociência como campo de apoio à compreensão da atenção, da memória, da emoção, da motivação, do desenvolvimento cognitivo e dos diferentes ritmos de aprendizagem. Os resultados indicam que os docentes mobilizam estratégias como adaptação de atividades, uso de recursos lúdicos, visuais e concretos, acompanhamento individualizado, flexibilização de tempo e articulação com o Atendimento Educacional Especializado. Entretanto, também revelam lacunas formativas, fragilidades no apoio institucional e necessidade de formações mais práticas, contextualizadas e articuladas às situações reais da escola. Conclui-se que a aproximação entre Neurociência e inclusão escolar exige mediação pedagógica crítica, planejamento colaborativo e condições institucionais que favoreçam o direito de todos à aprendizagem.
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