Formação continuada
Sentidos, desafios e demandas nos Anos Iniciais da Educação Básica
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.818Palavras-chave:
Formação continuada, Práticas educativas , Anos Iniciais, Vozes docentes, Análise qualitativa.Resumo
Este artigo analisa os dados qualitativos de uma pesquisa sobre formação continuada e práticas educativas nos Anos Iniciais da Educação Básica em escolas da Rede Pública Municipal de Ensino de Porto Seguro-BA. O objetivo consistiu em compreender, a partir das respostas abertas de professores participantes, os sentidos atribuídos à formação continuada, suas contribuições percebidas para o trabalho pedagógico, os desafios de aplicação dos conhecimentos formativos e as demandas indicadas para aproximar a formação do cotidiano escolar. Metodologicamente, o estudo decorre de uma investigação de abordagem qualiquantitativa, descritiva, transversal, não experimental e de campo, mas o presente recorte privilegia exclusivamente a dimensão qualitativa do questionário. As respostas discursivas foram organizadas por categorias temáticas e interpretadas com apoio na análise de conteúdo, permitindo a construção de uma rede semântica dos principais núcleos de sentido. Os achados evidenciaram que os docentes compreenderam a formação continuada como processo de estudo, reflexão, troca entre pares e aprimoramento da prática. Também indicaram contribuições para o planejamento, a mediação da aprendizagem, a avaliação formativa e a intervenção pedagógica. Contudo, os participantes apontaram limites relacionados ao tempo, aos recursos, à diversidade das necessidades dos estudantes, à inclusão, à educação do campo e à distância entre teoria e prática. Conclui-se que a formação continuada se torna mais significativa quando é contínua, contextualizada, participativa e acompanhada institucionalmente.
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