"Vibe Coding” no Desenvolvimento de Software como Produto Técnico-Tecnológico

Implicações para a Pesquisa Científica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.819

Palavras-chave:

Vibe coding, Produtos técnico-tecnológicos, Inteligência artificial generativa, Desenvolvimento de software, Integridade científica.

Resumo

O “Vibe Coding” (VC) designa o uso conversacional de modelos de linguagem com delegação parcial de decisões de implementação. Este artigo examinou criticamente as contribuições, as limitações e as exigências associadas ao emprego do VC no desenvolvimento de software como Produto Técnico-Tecnológico (PTT) em pesquisa científica. Realizou-se uma revisão narrativa, de natureza descritivo-discursiva, com buscas na Web of Science Core Collection, SciELO Citation Index, SciELO, Google Acadêmico, Scopus e arXiv. O corpus analítico reuniu oito fontes selecionadas por relação direta com o problema e complementaridade documental, incluindo estudos empíricos, documentos normativos, orientações e fontes conceituais. A síntese qualitativa indicou que o VC pode acelerar a prototipação, apoiar o uso de tecnologias pouco familiares e reduzir o esforço dedicado à sintaxe. Entretanto, especificações imprecisas, revisão insuficiente e compreensão parcial do código podem comprometer testes, manutenção, segurança, rastreabilidade e demonstração da contribuição autoral. Os documentos normativos atribuem aos pesquisadores a responsabilidade pela procedência, funcionalidade, integridade e declaração do uso das ferramentas. Evidências sobre fadiga mental e a formulação conceitual da dívida cognitiva acrescentam riscos relacionados à supervisão intensiva e à perda de compreensão do sistema. Conclui-se que o VC pode integrar a produção técnico-científica quando empregado como assistência controlada, com autoria e agência humanas, rastreabilidade, validação independente, documentação, proteção de dados e domínio técnico do software.

Biografia do Autor

Ricardo Lima Villas Boas Gomes, Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM)

Possui formação profissionalizante em Telecomunicações, graduação em Análise de Sistemas e especialização em Gestão Pública. Cursa Mestrado Profissional em Desenvolvimento Local pelo Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM). É Analista de Tecnologia da Informação e Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), integrante do quadro Técnico-Administrativo em Educação (TAE). Possui certificação em Fundamentos de Gerenciamento de Serviços de TI, com base na ITIL v3. Tem experiência na área de Tecnologia da Informação e Comunicação, com atuação em gerenciamento de projetos e serviços em Saúde Digital, liderança de equipes multidisciplinares, planejamento estratégico, implantação e gestão de sistemas informatizados e infraestrutura lógica, com foco em transformação digital e melhoria contínua de processos institucionais

Felipe Nascimento de Souza, Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM)

Possui graduação em Desenvolvimento de Projetos de Rede de Computadores pelo Centro Universitário Augusto Motta(2026). Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Sistemas de Computação.

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Publicado

2026-08-14

Como Citar

GOMES, Ricardo Lima Villas Boas; SOUZA, Felipe Nascimento de. "Vibe Coding” no Desenvolvimento de Software como Produto Técnico-Tecnológico: Implicações para a Pesquisa Científica. Revista Científica FESA, [S. l.], v. 3, n. 41, p. 148–164, 2026. DOI: 10.56069/2676-0428.2026.819. Disponível em: https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/819. Acesso em: 29 out. 2026.