"Vibe Coding” no Desenvolvimento de Software como Produto Técnico-Tecnológico
Implicações para a Pesquisa Científica
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.819Palavras-chave:
Vibe coding, Produtos técnico-tecnológicos, Inteligência artificial generativa, Desenvolvimento de software, Integridade científica.Resumo
O “Vibe Coding” (VC) designa o uso conversacional de modelos de linguagem com delegação parcial de decisões de implementação. Este artigo examinou criticamente as contribuições, as limitações e as exigências associadas ao emprego do VC no desenvolvimento de software como Produto Técnico-Tecnológico (PTT) em pesquisa científica. Realizou-se uma revisão narrativa, de natureza descritivo-discursiva, com buscas na Web of Science Core Collection, SciELO Citation Index, SciELO, Google Acadêmico, Scopus e arXiv. O corpus analítico reuniu oito fontes selecionadas por relação direta com o problema e complementaridade documental, incluindo estudos empíricos, documentos normativos, orientações e fontes conceituais. A síntese qualitativa indicou que o VC pode acelerar a prototipação, apoiar o uso de tecnologias pouco familiares e reduzir o esforço dedicado à sintaxe. Entretanto, especificações imprecisas, revisão insuficiente e compreensão parcial do código podem comprometer testes, manutenção, segurança, rastreabilidade e demonstração da contribuição autoral. Os documentos normativos atribuem aos pesquisadores a responsabilidade pela procedência, funcionalidade, integridade e declaração do uso das ferramentas. Evidências sobre fadiga mental e a formulação conceitual da dívida cognitiva acrescentam riscos relacionados à supervisão intensiva e à perda de compreensão do sistema. Conclui-se que o VC pode integrar a produção técnico-científica quando empregado como assistência controlada, com autoria e agência humanas, rastreabilidade, validação independente, documentação, proteção de dados e domínio técnico do software.
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