Gestão Económico-Financeira nas Sociedades de Advocacia
Um Estudo de Caso no Município do Dundo, Lunda-Norte, Angola (2023–2025)
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.828Palavras-chave:
Gestão económico-financeira, Escritórios de advocacia, Sustentabilidade, Eficiência, Angola.Resumo
Este artigo avalia as práticas de gestão económico-financeira adoptadas pelos escritórios de advocacia no município do Dundo, província da Lunda-Norte, Angola, no período de 2023 a 2025, analisando a sua influência no desempenho e na sustentabilidade dessas organizações. A investigação adopta uma abordagem metodológica híbrida, combinando componentes quantitativos — assentes na aplicação de um questionário estruturado a cinco escritórios de advocacia selecionados por amostragem não probabilística por conveniência — com componentes qualitativos orientados para a interpretação das percepções dos profissionais. Os dados quantitativos foram tratados através de estatística descritiva, enquanto os dados qualitativos foram analisados de forma interpretativa. Os resultados revelam que a maioria dos escritórios adopta práticas de gestão económico-financeira pouco estruturadas, caracterizadas pela ausência de planeamento financeiro formal, fraco controlo sistemático das receitas e despesas e reduzida utilização de ferramentas tecnológicas de apoio à gestão. Os principais desafios identificados incluem a falta de formação em matérias de gestão, a dificuldade na cobrança de honorários, a instabilidade das receitas e a influência da informalidade económica regional. Conclui-se que a adopção gradual de práticas de gestão estruturadas, ajustadas à realidade local, pode contribuir significativamente para a melhoria da eficiência e sustentabilidade dos escritórios de advocacia no município do Dundo.
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