A Reparação de Prejuízos no Procedimento Tributário Angolano

Pressupostos e Eficácia do Direito a Juros Indemnizatórios

Autores

  • Cazali Survi Lucanga

DOI:

https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.830

Palavras-chave:

Juros indemnizatórios, Processo tributário, Responsabilidade do Estado, Erro imputável, Segurança jurídica.

Resumo

O presente artigo analisa o direito a juros indemnizatórios no processo tributário angolano enquanto instrumento de reparação dos prejuízos sofridos pelo contribuinte em decorrência de actuações ilegais ou indevidas da Administração Tributária. A partir do enquadramento constitucional da responsabilidade civil do Estado, previsto no artigo 75.º da Constituição da República de Angola, e do regime jurídico consagrado no Código Geral Tributário (Lei n.º 21/14) e no Código do Processo Tributário (Lei n.º 2/19), examinam-se os pressupostos legais para o reconhecimento desse direito, designadamente a existência de pagamento indevido, o erro imputável à Administração, o nexo de causalidade e a prova do prejuízo. A investigação analisa, ainda, a jurisprudência do Tribunal Supremo de Angola, evidenciando as divergências interpretativas que subsistem quanto à aplicação do instituto. Sob uma perspectiva crítica, demonstra-se que, apesar dos fundamentos normativos sólidos, a efectividade prática dos juros indemnizatórios é condicionada pela morosidade processual e pela ausência de uniformização jurisprudencial. Conclui-se que os juros indemnizatórios assumem relevância central na concretização da justiça fiscal e no equilíbrio da relação jurídico-tributária, funcionando como mecanismo de protecção do contribuinte e de contenção do exercício arbitrário do poder tributário.

Biografia do Autor

Cazali Survi Lucanga

E-mail: cazalisurvilucangalucanga@gmail,com

ORCID: 0009-0006-7324-821X

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Publicado

2026-08-14

Como Citar

LUCANGA, Cazali Survi. A Reparação de Prejuízos no Procedimento Tributário Angolano: Pressupostos e Eficácia do Direito a Juros Indemnizatórios. Revista Científica FESA, [S. l.], v. 3, n. 41, p. 129–147, 2026. DOI: 10.56069/2676-0428.2026.830. Disponível em: https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/830. Acesso em: 29 out. 2026.