A Competência Comunicativa para a Relação Empática
Um Constructo Teórico-Pedagógico para Repensar a Formação de Professores
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.837Palavras-chave:
Competência Comunicativa, Relação Empática, Formação De Professores, Comunicação Educativa, Constructo Teórico-Pedagógico, Desenvolvimento Profissional Docente.Resumo
A crescente complexidade dos contextos educativos contemporâneos exige uma formação de professores que transcenda o domínio dos conhecimentos científicos e didático-metodológicos, incorporando competências que favoreçam relações pedagógicas humanizadas, dialógicas e eticamente comprometidas. Embora a empatia seja amplamente reconhecida como um elemento indispensável à qualidade das interações educativas, a literatura tem privilegiado a sua compreensão como traço de personalidade, capacidade socioemocional ou habilidade interpessoal, permanecendo pouco explorada enquanto competência comunicativa passível de desenvolvimento sistemático no âmbito da formação docente. Neste contexto, o presente artigo tem como objetivo fundamentar a competência comunicativa para a relação empática como um constructo teórico-pedagógico capaz de repensar a formação de professores. Trata-se de um estudo de natureza teórica, desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e análise crítica da literatura nas áreas da comunicação educativa, psicologia, pedagogia e formação docente. A análise integra contributos de diferentes correntes teóricas, articulando-os com a proposta conceptual da competência comunicativa para a relação empática. Defende-se que este constructo resulta da integração dinâmica de dimensões cognitivas, afetivo-motivacionais e instrumentais, cuja mobilização favorece a construção de relações pedagógicas baseadas no diálogo, na compreensão mútua, no respeito e na valorização da singularidade dos sujeitos. Conclui-se que a incorporação deste constructo nos processos de formação inicial e contínua de professores amplia a compreensão das competências profissionais docentes e oferece fundamentos para práticas pedagógicas mais inclusivas, reflexivas e humanizadoras, contribuindo para a melhoria da qualidade do processo de ensino e aprendizagem.
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