Infâncias que Atravessam Fronteiras

Cultura, Mobilidade e Pertencimento na Amazônia Trinacional

Autores

  • Rosi Meri Bukowitz Jankauskas Universidade Católica de Petrópolis

DOI:

https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.838

Palavras-chave:

Infâncias Fronteiriças, Interculturalidade, Mobilidade Transfronteiriça

Resumo

As infâncias vividas na Amazônia Trinacional, especialmente no espaço de circulação entre Brasil, Peru e Colômbia, constituem experiências marcadas por diversidade cultural, mobilidade cotidiana, relações transfronteiriças e múltiplos sentidos de pertencimento. Nesse território, rios, cidades, comunidades indígenas, línguas e redes familiares produzem formas particulares de viver a infância, ao mesmo tempo em que desigualdades sociais e limitações na oferta de políticas públicas tensionam a garantia de direitos. O artigo objetiva analisar como cultura, mobilidade e pertencimento configuram as experiências das infâncias na tríplice fronteira amazônica. A investigação foi orientada pelo seguinte problema: de que modo as dinâmicas culturais e de mobilidade existentes entre Brasil, Peru e Colômbia interferem na construção do pertencimento e nas condições sociais, educacionais e protetivas das crianças que vivem nesse espaço transfronteiriço? Metodologicamente, realizou-se pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, mediante revisão narrativa da literatura, reunindo estudos sobre fronteira, interculturalidade, educação, mobilidade humana, povos indígenas, urbanização e proteção integral. Os resultados indicam que a fronteira funciona menos como barreira fixa e mais como território social de circulação, no qual as crianças constroem vínculos que ultrapassam nacionalidades formais. Evidenciam, ainda, que a escola ocupa posição estratégica na mediação intercultural, embora persistam preconceitos, desigualdades institucionais e vulnerabilidades relacionadas à violência, ao trabalho infantil e ao acesso descontínuo a serviços. Conclui-se que compreender essas infâncias exige perspectiva territorial e intercultural, capaz de reconhecer mobilidades, identidades plurais e redes comunitárias, articulando educação e proteção integral. Essa abordagem contribui para políticas sensíveis às especificidades territoriais e culturais das crianças em circulação cotidiana.

Biografia do Autor

Rosi Meri Bukowitz Jankauskas, Universidade Católica de Petrópolis

Doutora em Educação - Interamericana/PY reconhecido pela Universidade Católica de Petrópolis - UCP/RJ. Mestre em Educação Comunitária com Infância e Juventude- Faculdades EST. Especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Especialização em Tecnologia Educacional pela Universidade Federal do Amazonas; Especialização em Didática do Ensino Superior pela Faculdade TAHIRIH- ISEAMA. Graduada em Licenciatura em Pedagogia Magistério - Fundação Universidade Regional de Blumenau.. Atualmente é Professora efetiva da Universidade do Estado do Amazonas. -UEA. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, ensino, afetividade, aprendizagem, formação de professores, escola, leitura e educação indígena. Membro do Grupo de Pesquisa: Estudos em Diversidade Amazônica - GPEDA.Membro do Grupo de Pesquisa LABINFAP.

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Publicado

2026-08-23

Como Citar

JANKAUSKAS, R. M. B. Infâncias que Atravessam Fronteiras : Cultura, Mobilidade e Pertencimento na Amazônia Trinacional. Revista Científica FESA, [S. l.], v. 3, n. 41, p. 239–257, 2026. DOI: 10.56069/2676-0428.2026.838. Disponível em: https://revistafesa.com/index.php/fesa/article/view/838. Acesso em: 24 ago. 2026.