Práticas Docentes no Ensino de Língua Portuguesa nos Anos Iniciais
Currículo, Estratégias Pedagógicas e Desafios em uma Escola Pública de Macapá-AP
DOI:
https://doi.org/10.56069/2676-0428.2026.862Palavras-chave:
Ensino de Língua Portuguesa, Práticas Docentes, Currículo.Resumo
O ensino de Língua Portuguesa nos anos iniciais do Ensino Fundamental envolve práticas docentes atravessadas pelas orientações curriculares, pelas estratégias mobilizadas em sala de aula e pelas condições institucionais que interferem no planejamento e na execução do trabalho pedagógico. Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo analisar as práticas docentes desenvolvidas nos anos iniciais do Ensino Fundamental da Escola Municipal Professor José Leóves Teixeira, em Macapá-AP, no processo de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa. O estudo, de abordagem qualitativa, foi desenvolvido com 15 professores que atuavam em turmas de 1º, 2º e 3º anos, selecionados de forma intencional. Para a produção dos dados, foram realizadas entrevistas abertas, posteriormente organizadas e examinadas por meio da análise de conteúdo, considerando três eixos: percepção docente acerca do currículo, estratégias pedagógicas e recursos didáticos e desafios e condições para o planejamento. Os resultados evidenciaram que os professores reconhecem o currículo como elemento orientador do planejamento, das competências, das habilidades e dos objetivos de aprendizagem, embora sua concretização seja condicionada pelas circunstâncias do cotidiano escolar. Identificou-se, ainda, a utilização de estratégias diversificadas, recursos didáticos e adaptações metodológicas direcionadas às diferentes necessidades dos estudantes. Em contrapartida, a falta de recursos, o elevado número de alunos por turma, a heterogeneidade dos níveis de aprendizagem e a pressão por resultados foram apontados como obstáculos ao planejamento e à individualização do ensino. Conclui-se que o aprimoramento das práticas docentes de Língua Portuguesa demanda a articulação entre atuação pedagógica, formação continuada, recursos adequados e melhores condições institucionais de trabalho.
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